| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Reis, Maria da Glória Magalhães dos | pt_BR |
| dc.contributor.author | Barbosa, Veronica Maria Biano | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-07-22T18:00:56Z | - |
| dc.date.available | 2026-07-22T18:00:56Z | - |
| dc.date.issued | 2026-07-22 | - |
| dc.date.submitted | 2026-07-06 | - |
| dc.identifier.citation | BARBOSA, Veronica Maria Biano. Perspectivas reparadoras do olhar e da memória: uma leitura da obra Rwanda 94. 2026. 260 f. Tese (Doutorado em Literatura) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/55490 | - |
| dc.description | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Teoria Literária e Literaturas, Programa de Pós-Graduação em Literaturas, 2025. | pt_BR |
| dc.description.abstract | Rwanda 94 (2002) é resultado de um trabalho de quatro anos de pesquisas do coletivo belga Groupov. A obra nasce a partir de uma dupla revolta: contra o genocídio dos tútsi em Ruanda, no ano de 1994, e contra o modo como esse acontecimento foi constantemente retirado de seu caráter de movimento histórico e apresentado como uma tragédia, uma fatalidade ou um problema puramente africano caucado em um suposto ódio étnico secular. O Groupov busca, então, por meio desse labor de criação estética, produzir uma forma que torne possível a representação, a compreensão e a reflexão sobre o genocídio, reinscrevendo-o como um fato historicamente situado e politicamente constituído no interior das dinâmicas de dominação produzidas pelo colonialismo. Seguindo uma lógica brechtiana, a obra congrega em si a tríade do teatro político, tendo nos elementos narrativo, crítico e político os seus fundamentos estruturais. Nesse sentido, a presente tese de doutoramento se constrói como uma reflexão sobre as relações entre estética, política e reparação que se articulam na obra. Rwanda 94 se propõe a elaborar uma reparação simbólica para com os mortos e oferecer-se como objeto para uso dos vivos, assim, o objetivo desta pesquisa é compreender em que medida a obra se constitui, de fato, como um teatro para o uso dos vivos. Para tanto, a pesquisa desenvolve uma análise dramatúrgica do texto teatral, articulada a uma abordagem interdisciplinar de perspectiva decolonial, situada na interface entre os estudos do drama moderno, a estética e a política. A partir dos tensionamentos que o Groupov imprime aos limites da forma dramática e mobilizando conceitos como história poética, política das sensibilidades e coralidade, demonstra-se que Rwanda 94 reorganiza regimes de visibilidade e de escuta, reconfigurando os modos de narrar e representar o genocídio e, consequentemente, as formas de produzir conhecimento sobre ele. A obra se constrói, assim, sob uma perspectiva reparadora que não coloca o genocídio em cena, mas antes constrói um caminho de racionalidade e inteligibilidade que permite questioná-lo. O dispositivo dramático rejeita uma lógica vertical, marcada pelo discurso explicativo sobre o outro, em prol de uma dinâmica da coralidade em que aqueles que foram historicamente reduzidos à condição de objeto do saber tornam-se sujeitos de enunciação e produtores de pensamento sobre sua própria história e sobre si. | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | Perspectivas reparadoras do olhar e da memória: uma leitura da obra Rwanda 94 | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Rwanda 94 | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Groupov | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Genocídio | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Memória | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Política | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Olhar | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Reparação | pt_BR |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | Rwanda 94 (2002) é resultado de um trabalho de quatro anos de pesquisas do coletivo belga Groupov. A obra nasce a partir de uma dupla revolta: contra o genocídio dos tútsi em Ruanda, no ano de 1994, e contra o modo como esse acontecimento foi constantemente retirado de seu caráter de movimento histórico e apresentado como uma tragédia, uma fatalidade ou um problema puramente africano caucado em um suposto ódio étnico secular. O Groupov busca, então, por meio desse labor de criação estética, produzir uma forma que torne possível a representação, a compreensão e a reflexão sobre o genocídio, reinscrevendo-o como um fato historicamente situado e politicamente constituído no interior das dinâmicas de dominação produzidas pelo colonialismo. Seguindo uma lógica brechtiana, a obra congrega em si a tríade do teatro político, tendo nos elementos narrativo, crítico e político os seus fundamentos estruturais. Nesse sentido, a presente tese de doutoramento se constrói como uma reflexão sobre as relações entre estética, política e reparação que se articulam na obra. Rwanda 94 se propõe a elaborar uma reparação simbólica para com os mortos e oferecer-se como objeto para uso dos vivos, assim, o objetivo desta pesquisa é compreender em que medida a obra se constitui, de fato, como um teatro para o uso dos vivos. Para tanto, a pesquisa desenvolve uma análise dramatúrgica do texto teatral, articulada a uma abordagem interdisciplinar de perspectiva decolonial, situada na interface entre os estudos do drama moderno, a estética e a política. A partir dos tensionamentos que o Groupov imprime aos limites da forma dramática e mobilizando conceitos como história poética, política das sensibilidades e coralidade, demonstra-se que Rwanda 94 reorganiza regimes de visibilidade e de escuta, reconfigurando os modos de narrar e representar o genocídio e, consequentemente, as formas de produzir conhecimento sobre ele. A obra se constrói, assim, sob uma perspectiva reparadora que não coloca o genocídio em cena, mas antes constrói um caminho de racionalidade e inteligibilidade que permite questioná-lo. O dispositivo dramático rejeita uma lógica vertical, marcada pelo discurso explicativo sobre o outro, em prol de uma dinâmica da coralidade em que aqueles que foram historicamente reduzidos à condição de objeto do saber tornam-se sujeitos de enunciação e produtores de pensamento sobre sua própria história e sobre si. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Instituto de Letras (IL) | pt_BR |
| dc.description.unidade | Departamento de Teoria Literária e Literaturas (IL TEL) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Literatura | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
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