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dc.contributor.advisorPinezi, Gabriel Victor Rochapt_BR
dc.contributor.authorPereira, Mariana Timoteo da Costapt_BR
dc.date.accessioned2026-07-22T18:00:55Z-
dc.date.available2026-07-22T18:00:55Z-
dc.date.issued2026-07-22-
dc.date.submitted2026-05-28-
dc.identifier.citationPEREIRA, Mariana Timoteo da Costa. Annie ernaux : o acontecimento e a política na literatura. 2026. 97 f. Dissertação (Mestrado em Literatura) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.unb.br/handle/10482/55487-
dc.descriptionDissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Teoria Literária e Literaturas, Programa de Pós-Graduação em Literaturas, 2025.pt_BR
dc.description.abstractA partir da análise de O Acontecimento, escrito por Annie Ernaux em 2000, este trabalho pretende mostrar como a autora usa a narrativa de um aborto clandestino realizado por ela entre 1963 e 1964 para jogar luz sobre um episódio de violência. Violência pela qual passavam milhares de mulheres na França da época e ainda passam outras, em países nos quais o aborto ainda é tratado como crime. Mostro isso a partir da análise do próprio projeto literário de Ernaux que, mesmo admitindo poder ser traída pela memória e reconhecendo as barreiras da linguagem, o que a impossibilitaria de contar os fatos exatamente como ocorreram, na opacidade descrita por Butller (2015, p. 40-41), promete uma escrita plate — plana, neutra (Ernaux, 2021, p. 14). Analiso ainda a trajetória da escritora como trânsfuga de classe, na definição de Pierre Bordieu (Bordieu, 2006, p. 316), como determinante para essa literatura autossociobiográfica que, na definição de Ernaux, é capaz de, ao revelar episódios violentos, como o ocorrido sobre seu corpo, e também sentimentos como a vergonha, transformar o testemunho em mecanismo capaz de fazer a escritora “vingar a sua raça” (Ernaux, 2022d). “Quando o indizível vem à luz, ele é político”, acredita Ernaux (Ernaux, 2023, p. 19). Analiso ainda a importância das imagens na literatura ernausiana, tanto para ajudá-la a recuperar a memória para a escrita quanto para retratar a violência, por vezes recorrendo a símbolos religiosos para associar essa violência à noção de sacrifício.pt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.titleAnnie Ernaux : o acontecimento e a política na literaturapt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.subject.keywordAbortopt_BR
dc.subject.keywordAcontecimentopt_BR
dc.subject.keywordClassept_BR
dc.subject.keywordFotografiapt_BR
dc.subject.keywordPolíticapt_BR
dc.subject.keywordVergonhapt_BR
dc.subject.keywordTransgressãopt_BR
dc.subject.keywordAnnie ernauxpt_BR
dc.rights.licenseA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.pt_BR
dc.description.abstract1A partir da análise de O Acontecimento, escrito por Annie Ernaux em 2000, este trabalho pretende mostrar como a autora usa a narrativa de um aborto clandestino realizado por ela entre 1963 e 1964 para jogar luz sobre um episódio de violência. Violência pela qual passavam milhares de mulheres na França da época e ainda passam outras, em países nos quais o aborto ainda é tratado como crime. Mostro isso a partir da análise do próprio projeto literário de Ernaux que, mesmo admitindo poder ser traída pela memória e reconhecendo as barreiras da linguagem, o que a impossibilitaria de contar os fatos exatamente como ocorreram, na opacidade descrita por Butller (2015, p. 40-41), promete uma escrita plate — plana, neutra (Ernaux, 2021, p. 14). Analiso ainda a trajetória da escritora como trânsfuga de classe, na definição de Pierre Bordieu (Bordieu, 2006, p. 316), como determinante para essa literatura autossociobiográfica que, na definição de Ernaux, é capaz de, ao revelar episódios violentos, como o ocorrido sobre seu corpo, e também sentimentos como a vergonha, transformar o testemunho em mecanismo capaz de fazer a escritora “vingar a sua raça” (Ernaux, 2022d). “Quando o indizível vem à luz, ele é político”, acredita Ernaux (Ernaux, 2023, p. 19). Analiso ainda a importância das imagens na literatura ernausiana, tanto para ajudá-la a recuperar a memória para a escrita quanto para retratar a violência, por vezes recorrendo a símbolos religiosos para associar essa violência à noção de sacrifício.pt_BR
dc.description.unidadeInstituto de Letras (IL)pt_BR
dc.description.unidadeDepartamento de Teoria Literária e Literaturas (IL TEL)pt_BR
dc.description.ppgPrograma de Pós-Graduação em Literaturapt_BR
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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