http://repositorio.unb.br/handle/10482/55387| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| ThaufficAmimMeirelesHamdan_DISSERT.pdf | 764,92 kB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | Choques de demanda externa, intensidade exportadora e produtividade : evidências setoriais para a indústria brasileira (2015–2019) |
| Autor(es): | Hamdan, Thauffic Amim Meireles |
| Orientador(es): | Ellery Junior, Roberto de Goes |
| Assunto: | Comércio internacional Produtividade Exportação Indústria nacional |
| Data de publicação: | 14-Jul-2026 |
| Data de defesa: | 5-Mar-2026 |
| Referência: | HAMDAN, Thauffic Amim Meireles. Choques de demanda externa, intensidade exportadora e produtividade : evidências setoriais para a indústria brasileira (2015–2019). 2025. 77 f., il. Dissertação (Mestrado em Economia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | Esta dissertação examina se choques exógenos de demanda externa, ao aumentarem a intensidade exportadora, elevam a produtividade da indústria brasileira, questão relevante na literatura de comércio por exigir separar autosseleção de aprendizado via exportação. Fundamentada em modelos de comércio com firmas heterogêneas, a análise é conduzida no nível setorial, aproximando-se do espaço de formulação de políticas. O objetivo é identificar se variações exógenas na inserção externa geram efeitos transitórios—associados a escala, utilização de capacidade e realocação—ou persistentes, compatíveis com acumulação de capacidades. Constrói-se um painel anual de 27 setores (CNAE 2.0, dois dígitos) das Indústrias Extrativas e de Transformação, 2015–2019, com valor adicionado, emprego, estoque de capital, exportações e produtividade (PTF e produtividade do trabalho). A estratégia combina um instrumento shift-share de choque de demanda externa por produtodestino, explorando sua defasagem como fonte de variação exógena, com projeções locais por horizonte estimadas via 2SLS, controlando por efeitos fixos setoriais e anuais e inferência com erros-padrão clusterizados. Empiricamente, o choque externo desloca de modo estatisticamente robusto a intensidade exportadora no agregado, e a forma reduzida aponta resposta contemporânea positiva da PTF, sem evidência de persistência nos horizontes seguintes. Ao instrumentar a intensidade exportadora, contudo, as estimativas 2SLS-LP são imprecisas e não rejeitam efeito nulo; testes de robustez com desfechos e alinhamentos temporais alternativos preservam essa conclusão, e a relevância do instrumento varia entre macrossetores. A contribuição do trabalho é propor e aplicar, para o Brasil, uma estrutura dinâmica e explicitamente identificada em nível setorial que, ao mesmo tempo, informa o desenho de políticas de promoção às exportações e delimita empiricamente os limites de inferência em painéis curtos, sugerindo que, no período 2015–2019, a exposição externa se associou sobretudo a ajustes de curto prazo, e não a ganhos sustentados atribuíveis a aprendizado. |
| Abstract: | This dissertation examines whether exogenous shocks to external demand, by increasing export intensity, raise productivity in Brazilian industry—a question central to the trade literature because it requires disentangling self-selection from learning-by-exporting. Grounded in models of trade with heterogeneous firms, the analysis is conducted at the sectoral level, bringing it closer to the policy design space. The objective is to identify whether exogenous variations in external integration generate transitory effects—associated with scale, capacity utilization, and reallocation—or persistent effects consistent with the accumulation of capabilities. An annual panel is constructed for 27 sectors (CNAE 2.0, twodigit level) covering the Extractive and Manufacturing Industries for the period 2015–2019, including data on value added, employment, capital stock, exports, and productivity (TFP and labor productivity). The empirical strategy combines a shift-share instrument for external demand shocks by product-destination, exploiting its lag as a source of exogenous variation, with local projections by horizon estimated via 2SLS, controlling for sector and year fixed effects and using cluster-robust standard errors. Empirically, the external shock produces a statistically robust increase in aggregate export intensity, and the reduced-form results indicate a positive contemporaneous response of TFP, with no evidence of persistence in subsequent horizons. However, when export intensity is instrumented, the 2SLS-LP estimates are imprecise and fail to reject a null effect. Robustness checks using alternative outcomes and temporal alignments preserve this conclusion, and instrument relevance varies across macro-sectors. The contribution of this study is to propose and apply, for Brazil, a dynamic and explicitly identified sector-level framework that simultaneously informs export promotion policy design and empirically delineates the limits of inference in short panels, suggesting that during 2015–2019 external exposure in Brazilian industry was primarily associated with short-term adjustments rather than sustained productivity gains attributable to learning-byexporting. |
| Unidade Acadêmica: | Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas (FACE) Departamento de Economia (FACE ECO) |
| Informações adicionais: | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, Departamento de Economia, Programa de Pós-Graduação em Economia, 2025. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Economia |
| Agência financiadora: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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