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Título: Rorschach Performance Assessment System (R-PAS) in Older Adults : Cognitive Correlates, Response Profile, and a Comparison Between Remote vs. In-Person Administration
Autor(es): Beckmann, Clarice Alves de Almeida
Orientador(es): Oliveira, Sérgio Eduardo Silva de
Coorientador(es): Schneider, Andréia Mello de Almeida
Data de publicação: 14-Mai-2026
Referência: Beckmann, Clarice Alves de Almeida. Rorschach Performance Assessment System (R-PAS) in Older Adults: Cognitive Correlates, Response Profile, and a Comparison Between Remote vs. In-Person Administration. 2025. 110 f., il. Tese (Doutorado em Psicologia Clínica e Cultura) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: O envelhecimento populacional no Brasil e no mundo aumenta a necessidade de compreender como instrumentos psicológicos funcionam em adultos mais velhos, embora pesquisas nessa área ainda sejam escassas. O Rorschach Performance Assessment System (R-PAS), amplamente utilizado para avaliar processos cognitivos e afetivos, carece de estudos específicos com pessoas idosas, cuja performance pode diferir devido a mudanças cognitivas e perceptuais próprias da idade. Além disso, o avanço das avaliações remotas, acelerado pela pandemia de COVID-19, levanta questões sobre sua viabilidade e equivalência para esse público, especialmente em instrumentos complexos. Diante dessas lacunas, esta tese investiga: (1) como variáveis do R-PAS se relacionam a funções cognitivas em pessoas idosas; (2) se adultos mais velhos apresentam um perfil de respostas distinto de outras faixas etárias; e (3) se as administrações presencial e remota do R-PAS produzem resultados equivalentes. Esses temas são desenvolvidos em três manuscritos que compõem a estrutura da presente tese. O artigo 1, “Correlações cognitivas do R-PAS em pessoas idosas saudáveis”, revela que algumas variáveis do R-PAS apresentam correlações significativas com funções cognitivas — especialmente indicadores de complexidade, produtividade e qualidade perceptiva — sugerindo que o desempenho no R-PAS reflete, em parte, o funcionamento neurocognitivo típico do envelhecimento. O Artigo 2, “Analisando os padrões de resposta do R-PAS em pessoas idosas de diferentes faixas etárias”, demonstra que elas exibem um perfil característico no R-PAS, marcado por menor produtividade e menor complexidade perceptual, mas sem prejuízo da coerência interpretativa, reforçando a importância de considerar o envelhecimento como um fator normativo e não necessariamente patológico. O Artigo 3, “O formato de administração importa? R-PAS remoto versus presencial em pessoas idosas”, mostra que não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre administrações remotas e presenciais em nenhuma das variáveis do R-PAS, com tamanhos de efeito pequenos e fidedignidade interavaliadores elevada, indicando equivalência robusta entre os formatos e boa aceitabilidade entre os participantes. Essa tese contribui amplamente para a literatura do R PAS, do envelhecimento e das práticas de avaliação remota, com originalidade dos achados sobre equivalência total entre formatos em pessoas idosas. Todavia, traz algumas limitações, como o tamanho amostral relativamente pequeno, o perfil selecionado dos participantes (escolarizados e com acesso à tecnologia), o risco de viés de autoseleção e a ausência de medidas comportamentais finas. Futuras pesquisas devem investigar o tema mais a fundo, incluindo amostras mais heterogêneas, análises multimodais e aplicações clínicas mais complexas.
Abstract: Population aging in Brazil and worldwide increases the need to understand how psychological instruments function in older adults, although research in this area remains limited. Rorschach Performance Assessment System (R-PAS), widely used to assess cognitive and affective processes, lacks studies specifically focused on older adults, whose performance may differ due to age-related cognitive and perceptual changes. Furthermore, the expansion of remote assessment methods—accelerated by the COVID-19 pandemic—raises questions about their feasibility and equivalence for this population, particularly when using complex instruments. Given these gaps, this doctoral dissertation investigates: (1) how R-PAS variables relate to cognitive functions in older adults; (2) whether older adults exhibit a distinct response pattern compared to other age groups; and (3) whether in-person and remote R-PAS administrations yield equivalent results. These topics are addressed across three manuscripts that constitute the structure of this doctoral dissertation. Article 1, “Cognitive Correlates of R-PAS in Healthy Older Adults,” shows that several R-PAS variables display significant correlations with cognitive functions—particularly indicators of complexity, productivity, and perceptual quality—suggesting that R-PAS performance partly reflects neurocognitive functioning typical of aging. Article 2, “Examining R-PAS Response Patterns in Older Adults Across Age Groups,” demonstrates that older adults exhibit a characteristic R-PAS profile marked by lower productivity and reduced perceptual complexity but preserved interpretive coherence, focusing the importance of viewing aging as a normative rather than pathological factor. Article 3, “Does Administration Format Matter? Remote vs. In-Person R-PAS in Older Adults,” shows no statistically significant differences between remote and in-person administrations on any R PAS variable, with small effect sizes and high interrater reliability, indicating strong equivalence between formats and high acceptability among participants. This doctoral dissertation offers substantial contributions to the literature on R-PAS, aging, and remote assessment practices, with the originality of demonstrating full equivalence between administration formats in older adults. However, it also presents limitations, such as the relatively small sample size, the selected profile of participants (educated older adults with access to technology), potential self-selection bias, and the absence of fine-grained behavioral measures. Future research should further explore these topics by including more heterogeneous samples, multimodal analyses, and more complex clinical applications.
Unidade Acadêmica: Instituto de Psicologia (IP)
Departamento de Psicologia Clínica (IP PCL)
Informações adicionais: Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica e Cultura, 2025.
Programa de pós-graduação: Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica e Cultura
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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