http://repositorio.unb.br/handle/10482/54330| Arquivo | Tamanho | Formato | |
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| JaconilsonDeAraujoVieira_DISSERT.pdf | 2,43 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | O armário veio de caravelas : colonialidade dos sentidos no imaginário dos profissionais da assistência à saúde LGBTQIA+ |
| Autor(es): | Vieira, Jaconilson de Araújo |
| Orientador(es): | Diniz, Debora |
| Assunto: | Colonialidade dos sentidos Imaginário social Questões de gênero LGBTQIAP+ - saúde LGBTQIAP+ Políticas públicas de saúde Psicologia social |
| Data de publicação: | 30-Abr-2026 |
| Data de defesa: | 10-Nov-2023 |
| Referência: | VIEIRA, Jaconilson de Araújo. O armário veio de caravelas: colonialidade dos sentidos no imaginário dos profissionais da assistência à saúde LGBTQIA+. 2023. 108 f., il. Dissertação (Mestrado em Direitos Humanos e Cidadania) — Universidade de Brasília, Brasília, 2023. |
| Resumo: | O presente trabalho é um chamado por um Sistema Único de Saúde (SUS) mais humano e plural. Esta pesquisa científica investiga as raízes e as representações do “armário” no imaginário social de profissionais da área da saúde, por meio de um estudo realizado em um curso voltado para trabalhadores que atuam na assistência à saúde LGBTQIA+. Baseado na Teoria Fundamentada nos Dados, este processo investigativo permitiu a construção do conceito de Colonialidade dos Sentidos, que elucida os significados que estruturam as hierarquias de gênero. Os resultados mostram que os conceitos de orientação sexual e identidade de gênero, enquanto marcadores corporais, e a ideia fictícia de raças, construída para subjugar povos originários, derivam da mesma lógica de classificação biológica dos povos e dos gêneros: o pensamento étnico-racial eurocêntrico. Esses profissionais, enquanto partes do Estado Democrático de Direito, ainda operam conforme os códigos morais das bases eurocêntricas da civilização, perpetuando práticas LGBT+fóbicas psicologicamente informadas por conceitos coloniais de crime, pecado e doença. A pesquisa também revelou que a raça, a orientação sexual e a identidade de gênero dos profissionais influenciam suas formas de pensar e agir no ambiente de trabalho. Além disso, evidenciou que o armário, enraizado no racismo, funciona como um mecanismo de controle de qualidade dos serviços. Apesar dos avanços nas políticas federativas da República, as pessoas LGBTQIA+ gozam de uma liberdade que, na prática, ainda não foi proclamada. O estudo destaca a urgência de desconstruir as colonialidades institucionais de identidade de gênero e de orientação sexual nas práticas de saúde, visando um SUS mais equitativo e justo, que, acima de tudo, valorize a vida em todas as suas pluralidades. |
| Abstract: | This work is a call for a more humane and plural Unified Health System (SUS). This scientific research investigates the roots and representations of the “closet” within the social imagination of health professionals, through a study conducted in a training course aimed at workers engaged in LGBTQIA+ health care. Grounded in Grounded Theory, this investigative process enabled the construction of the concept of the Coloniality of the Senses, which elucidates the meanings that structure gender hierarchies. The results show that the concepts of sexual orientation and gender identity, understood as bodily markers, as well as the fictitious idea of race, constructed to subjugate Indigenous peoples, derive from the same logic of biological classification of peoples and genders: Eurocentric ethno-racial thought. These professionals, as part of the Democratic Rule of Law, still operate according to moral codes rooted in the Eurocentric foundations of civilization, perpetuating LGBT+phobic practices psychologically informed by colonial concepts of crime, sin, and disease. The research also revealed that the race, sexual orientation, and gender identity of professionals influence their ways of thinking and acting in the workplace. Furthermore, it showed that the closet, rooted in racism, functions as a mechanism of quality control over services. Despite advances in federal policies of the Republic, LGBTQIA+ people enjoy a freedom that, in practice, has yet to be fully proclaimed. The study highlights the urgency of dismantling institutional colonialities of gender identity and sexual orientation within health practices, aiming for a more equitable and just SUS that, above all, values life in all its pluralities. |
| Resumen: | Este trabajo constituye un llamado a la construcción de un Sistema Único de Salud (SUS) más humano y plural. La presente investigación científica analiza las raíces y las representaciones del “armario” en el imaginario social de profesionales de la salud, a partir de un estudio realizado en un curso dirigido a trabajadores que actúan en la atención a la salud de la población LGBTQIA+. Basado en la Teoría Fundamentada en los Datos, este proceso investigativo permitió la construcción del concepto de Colonialidad de los Sentidos, que esclarece los significados que estructuran las jerarquías de género. Los resultados muestran que los conceptos de orientación sexual e identidad de género, en tanto marcadores corporales, así como la idea ficticia de raza, construida para subyugar a los pueblos originarios, derivan de la misma lógica de clasificación biológica de los pueblos y de los géneros: el pensamiento étnico-racial eurocéntrico. Estos profesionales, como parte del Estado Democrático de Derecho, aún operan conforme a códigos morales arraigados en las bases eurocéntricas de la civilización, perpetuando prácticas LGBT+fóbicas informadas psicológicamente por conceptos coloniales de crimen, pecado y enfermedad. La investigación también reveló que la raza, la orientación sexual y la identidad de género de los profesionales influyen en sus formas de pensar y actuar en el ámbito laboral. Asimismo, evidenció que el armario, enraizado en el racismo, funciona como un mecanismo de control de calidad de los servicios. A pesar de los avances en las políticas federativas de la República, las personas LGBTQIA+ gozan de una libertad que, en la práctica, aún no ha sido proclamada. El estudio destaca la urgencia de desmantelar las colonialidades institucionales de la identidad de género y de la orientación sexual en las prácticas de salud, con el objetivo de construir un SUS más justo y equitativo, que, por encima de todo, valore la vida en todas sus pluralidades. |
| Unidade Acadêmica: | Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM) |
| Informações adicionais: | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Centro de Estudos Avançados e Multidisciplinares, Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania, 2023. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania |
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| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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