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Veuillez utiliser cette adresse pour citer ce document : http://repositorio.unb.br/handle/10482/51793
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Titre: Laboratórios de Inovação no Poder Judiciário Brasileiro: Resultados e Perspectivas
Auteur(s): Bonifácio, Ivan Gomes
Orientador(es):: Freitas, Christiana Soares de
Assunto:: Inovação
Inovação em serviços públicos
Laboratório de inovação
Poder Judiciário
Magistrados
Date de publication: 6-mar-2025
Référence bibliographique: BONIFACIO, Ivan Gomes. Laboratórios de Inovação no Poder Judiciário Brasileiro: Resultados e Perspectivas. 2024. 122 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Governança e Inovação em Políticas Públicas) — Universidade de Brasília, Brasília, 2024.
Résumé: De acordo com o relatório Justiça em Números de 2024, elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Judiciário encerrou o ano de 2023 com mais de 80 milhões de processos em andamento (CNJ, 2024, p. 133). O relatório também revela que, em média, um processo judicial pode levar até 9 anos para ser resolvido, caso percorra todas as instâncias e fases processuais. Considerando o período de janeiro de 2020 a março de 2024, percebe-se um aumento do acervo de processos na ordem de 3,7%. Diante desse cenário, é evidente a tendência de manutenção do congestionamento judicial e seus efeitos deletérios na economia, na sociedade e nas políticas públicas, caso não sejam tomadas medidas adicionais além do tratamento convencional das demandas judiciais. É nesse compasso, seguindo o preconizado pela Administração Pública mundial, que o órgão de governança superior do Judiciário, o Conselho Nacional de Justiça, editou a Resolução CNJ n. 395 de 7 de junho de 2021, para criar sua política de gestão da inovação, o que impulsionou a instalação de mais de uma centena dos assim chamados Laboratórios de Inovação do Poder Judiciário - LIJs. Nesse contexto, foi realizada pesquisa quantitativa com objetivo de apresentar como estão estruturados e os resultados gerados. A pesquisa abarcou 22 Estados da Federação e 44 órgãos, alcançando os 5 segmentos da Justiça, com a participação de 84 pessoas, entre técnicos, gestores e magistrados. Ficou evidenciado que ao se buscar enfrentar problema de elevada complexidade, qual seja, equacionar demanda judicial e produtividade judicante, tem-se buscado desenvolver novo patamar de governança judicial, a partir da cultura da inovação. Entretanto, é perceptível que ainda há longo caminho a percorrer, isso porque, apesar do grande número de LIJs aplicando abordagens colaborativas e tecnologias de ponta, contando com apoio de entidades externas para produzir, diariamente, serviços e produtos novos ou melhorados, é baixo o envolvimento das principais lideranças nesse processo, os órgãos contam com diminuta equipe de trabalho dedicada exclusivamente à inovação, reduzido investimento financeiro, precária formação técnica nesse tema, incipientes mecanismos de comunicação, pouca utilização de dados como fonte para criação de inovações, quase nenhuma participação de usuários externos (sistema fechado) e baixo grau de avaliação dos resultados dos produtos gerados. Por outro lado, é animador o fato de haver grande interesse das escolas judiciais em incrementar, com o tema da Inovação, a formação do magistrado, principal gestor desse processo, o que pode se tornar a melhor estratégia para consolidar os princípios e objetivos da Política de Gestão da Inovação do Poder Judiciário, em vigor. Para aproximar os órgãos da Justiça a patamar equivalente ao do estado da arte no tema da inovação, sugere-se como produto técnico-tecnológico, resultado deste estudo, alterações normativas, de abrangência nacional (Resolução do Conselho Nacional de Justiça e da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrado) e local (Superior Tribunal de Justiça), que devem incrementar a governança judicial, reduzir as barreiras à inovação e colaborar para que se consolide a cultura de modernização e aperfeiçoamento contínuo desse segmento do setor público.
Abstract: According to the 2024 "Justice in Numbers" report published by the National Council of Justice (CNJ), the Brazilian judiciary ended 2023 with over 80 million ongoing cases (CNJ, 2024, p. 133). The report also reveals that, on average, a judicial case can take up to 9 years to be resolved if it goes through all instances and procedural stages. Between January 2020 and March 2024, there was a 3.7% increase in the backlog of cases. This scenario clearly indicates a persistent trend of judicial congestion and its detrimental effects on the economy, society, and public policies, unless additional measures are implemented beyond the conventional handling of judicial demands. In response to this challenge, following global public administration practices, the CNJ, as the superior governance body of the Judiciary, issued CNJ Resolution No. 395 on June 7, 2021, to establish its innovation management policy, which led to the creation of over one hundred Judiciary Innovation Labs (LIJs). In this context, a quantitative research study was conducted to present how these labs are structured and the results they have generated. The study encompassed 22 states in Brazil and 44 institutions, covering the five branches of justice, with the participation of 84 individuals, including technical staff, managers, and judges. The research demonstrated that, in tackling the highly complex problem of balancing judicial demand and productivity, there has been an effort to develop a new level of judicial governance based on a culture of innovation. However, it is evident that there is still a long way to go. Despite the large number of LIJs applying collaborative approaches and cutting-edge technologies, often with the support of external entities to produce new or improved services and products daily, there is low involvement of key leadership in this process. The institutions have limited dedicated innovation teams, insufficient financial investment, inadequate technical training on this subject, nascent communication mechanisms, minimal use of data as a source for creating innovations, almost no involvement of external users (a closed system), and a low degree of product result evaluation. On the other hand, it is encouraging that judicial schools have shown great interest in enhancing the training of judges, who are the main managers of this process, with a focus on Innovation. This could become the best strategy to consolidate the principles and objectives of the Judiciary's Innovation Management Policy. To bring the Judiciary institutions closer to the state-of-the-art in innovation, this study suggests technical and technological products, such as national (CNJ and of the National School for the Training and Improvement of Magistrates) and local (Superior Court of Justice) regulatory changes, which should enhance judicial governance, reduce barriers to innovation, and help consolidate a culture of modernization and continuous improvement in this public sector segment.
metadata.dc.description.unidade: Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas (FACE)
metadata.dc.description.ppg: Programa de Pós-Graduação em Governança e Inovação em Políticas Públicas, Mestrado Profissional
Licença:: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
Collection(s) :Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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