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    <title>DSpace Coleção:</title>
    <link>http://repositorio.unb.br/handle/10482/45731</link>
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    <pubDate>Fri, 10 Jul 2026 16:19:14 GMT</pubDate>
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      <title>Em defesa de uma filosofia da educação feminista : o legado iluminista de Mary Wollstonecraft</title>
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      <description>Título: Em defesa de uma filosofia da educação feminista : o legado iluminista de Mary Wollstonecraft
Autor(es): Pereira, Yasmine Mendonça da Silva
Resumo: Na Inglaterra oitocentista, fortemente influenciada pelos movimentos na França, Mary Wollstonecraft (1759-1797) torna-se uma grande ativista política, pondo em pauta a ausência da mulher na esfera pública. A Europa Iluminista forneceu um ambiente propício e os instrumentos intelectuais à causa feminista com a ideia de progresso, liberdade, educação e, acima de tudo, a primazia da razão. Entretanto, a filósofa inglesa revela as tensões de seu tempo: enquanto o avanço racional impulsiona as reformas políticas, salientada por ela em seu escrito de 1790, Vindication of the Rights of Men, há uma onda conservadora, como a proposta do político Edmund Burke, que resiste aos direitos femininos, invocando uma suposta &amp;ldquo;natureza inferior&amp;rdquo; das mulheres para justificar sua subordinação. Esta crítica, revela a autora, expõe como o progresso iluminista foi seletivo, ignorando a necessidade de uma reforma que reduzisse as desigualdades estruturantes da sociedade oitocentista e da perpetuação da dependência feminina. Wollstonecraft, ao denunciar os traços de caráter supostamente naturais das mulheres reiterados em diversos escritos filosóficos, como apresentado no Livro V da obra de Jean-Jacques Rousseau, Emílio ou Da Educação (1762), a autora expõe como o próprio movimento iluminista buscou interromper o progresso da virtude na sociedade, enfatizando que essa só seria plenamente desenvolvida a partir do uso correto da razão. À luz deste argumento, em sua segunda reivindicação, intitulada Vindication of the Rights of Woman (1792), observa-se que uma educação deficitária para as mulheres acarretaria diretamente em sua incapacidade de serem boas cidadãs. A presente dissertação de Mestrado tem o objetivo de apresentar o legado desta filósofa inglesa na Era Moderna, bem como apresentar a sua defesa de uma educação pública universal e salientar o seu caráter revolucionário ao dar os primeiros passos para a construção de uma Filosofia da Educação com perspectiva feminista.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de Filosofia, Programa de Pós-Graduação em Filosofia, 2025.</description>
      <pubDate>Thu, 09 Jul 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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      <dc:date>2026-07-09T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>Performatividade de gênero : uma proposta subversiva aos problemas da substancialização</title>
      <link>http://repositorio.unb.br/handle/10482/55341</link>
      <description>Título: Performatividade de gênero : uma proposta subversiva aos problemas da substancialização
Autor(es): Leite, Wendel de Jesus Ribeiro
Resumo: Este trabalho investiga o conceito de performatividade de gênero em Judith Butler, a partir de sua crítica às concepções substancialistas e naturalizadas de sexo, gênero e sexualidade, especialmente desenvolvida em Problemas de Gênero (1990/2021). Parte-se da hipótese de que as identidades de gênero não expressam uma essência pré-discursiva, mas são produzidas e reiteradas por normas reguladoras que organizam a inteligibilidade dos corpos. Nesse sentido, a pesquisa examina como Butler, inspirada principalmente na genealogia crítica de Michel Foucault e nas contribuições do feminismo francês, questiona os discursos unívocos que sustentam o sistema binário e a heterossexualidade compulsória. A genealogia foucaultiana permite problematizar a produção histórica das categorias sexuais, evidenciando seu caráter contingente e político, enquanto o feminismo francês contribui para a análise das exclusões produzidas pela linguagem masculinista e pela política identitária. A partir desse quadro teórico, demonstra-se que a performatividade de gênero constitui um dispositivo crítico capaz de expor a artificialidade das normas que regulam o sexo e o gênero, bem como de abrir possibilidades subversivas frente às formas hegemônicas de subjetivação. Por fim, a dissertação argumenta que a crítica butleriana à substancialização do gênero permite compreender como práticas discursivas e institucionais reificam desigualdades como a misoginia e a LGBTQIAPN+fobia, ao mesmo tempo em que aponta para estratégias de contestação das matrizes normativas que produzem tais violências.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de Filosofia, Programa de Pós-Graduação em Filosofia, 2026.</description>
      <pubDate>Thu, 09 Jul 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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      <dc:date>2026-07-09T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>O problema da perversão : a gênese do conceito no primeiro alienismo francês e o paradoxo da abordagem freudiana</title>
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      <description>Título: O problema da perversão : a gênese do conceito no primeiro alienismo francês e o paradoxo da abordagem freudiana
Autor(es): Teixeira, Manuella Mucury
Resumo: A presente tese se propõe a discutir o percurso de formação do conceito de perversão sexual em dois momentos decisivos: em sua gênese no alienismo francês (na primeira metade do século XIX) e em seu ocaso e paradoxal retomada nos Três ensaios sobre a teoria da sexualidade, de Freud. O percurso se inicia com a apresentação de duas das principais condições conceituais da perversão: o conceito psiquiátrico de instinto e o conceito de monomania (loucura parcial). O primeiro, oriundo da clínica asilar de Phillipe Pinel e da análise de Étienne-Jean Georget dos casos dos grandes monstros criminosos do século XIX, faz surgir, ao lado de uma concepção naturalista do instinto, uma figura da irresistibilidade relativa aos atos sem razão (incompreensíveis para o sujeito), fazendo da perversão um objeto perenemente atravessado pela perversidade e pelo imaginário da monstruosidade. Já o conceito de monomania de Esquirol é o que permite conceber a perversão enquanto uma patologia funcional do instinto sexual, definição que perdura ao longo do século XIX e somente será contestada por Freud. Por último, mostramos que, apesar do ato revolucionário que destrói, em 1905, as condições conceituais da perversão, Freud, de modo paradoxal, ainda insiste em operar com o conceito de perversão em seu sentido patológico.
Informações adicionais: Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de Filosofia, Programa de Pós-Graduação em Filosofia, 2025.</description>
      <pubDate>Thu, 09 Jul 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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      <dc:date>2026-07-09T00:00:00Z</dc:date>
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      <title>A (à) luz das visões : Hildegarda de Bingen e a reconstrução do sagrado feminino</title>
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      <description>Título: A (à) luz das visões : Hildegarda de Bingen e a reconstrução do sagrado feminino
Autor(es): Deus, Tayara Sousa de
Resumo: Esta dissertação investiga como Hildegarda de Bingen (1098-1179) articula, em suas obras Scivias e Liber 
Divinorum Operum, uma antropologia teológica que posiciona o feminino como princípio ativo na interação 
entre o microcosmo humano e o macrocosmo divino. Partindo da análise da visão hildegardiana do homem 
como imago Dei – na qual corpo, alma e razão refletem a harmonia cósmica –, o estudo demonstra como a 
abadessa reabilita o feminino como dimensão ontológica (através de figuras como Sapientia e Caritas), propõe 
uma releitura das dicotomias tradicionais (espírito/matéria, passivo/ativo) no contexto da teologia medieval e 
elabora uma ética da complementariedade entre os gêneros, enraizada no conceito de viriditas (força vital).Com 
uma abordagem interdisciplinar que integra teologia, filosofia medieval e estudos de gênero, esta pesquisa 
demonstra como Hildegarda reinterpreta narrativas bíblicas (Eva/Maria) para afirmar a igual dignidade do 
feminino, conecta a salvação humana à restauração da ordem cósmica e antecipa debates contemporâneos sobre 
ecologia integral e espiritualidade encarnada. Conclui-se que a antropologia hildegardiana apresenta um modelo 
relacional significativo para o século XII, no qual o princípio feminino assume um lugar de destaque na 
mediação entre o humano e o divino. Dessa forma, sua obra dialoga de modo original com os paradigmas 
teológicos medievais, ampliando a compreensão tradicional da criação e da dinâmica da salvação.
Informações adicionais: Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de Filosofia, Programa de Pós-Graduação em Filosofia, 2025.</description>
      <pubDate>Thu, 09 Jul 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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      <dc:date>2026-07-09T00:00:00Z</dc:date>
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